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Jul 01 2009

O Congresso da SEDES: que objectivos ?

O tema escolhido para o próximo Congresso da SEDES (3.Julho.2009) é de inegável interesse e da maior importância para o nosso país, pois o tema da qualidade da democracia afigura-se como um essencial contributo para que possa ser superado um momento difícil na nossa História.

Porém um Congresso de uma associação como a SEDES deveria ter sempre uma componente de reflexão interna, da qual surjam correntes de opinião sobre o seu futuro, objectivos, e métodos de trabalho.

Compreendo que o tema e a organização do Congresso não deixem tempo para tais reflexões, pelo que se desejaria que um dos próximos lhes possa vir a ser consagrado.

Por outro lado, constato que apesar do interesse do tema não terá havido por parte dos associados uma maior participação na discussão dos assuntos com ele correlacionados, em especial neste Blog, forum por excelência vocacionado para a apresentação e debate de ideias.

É certo que também a própria organização do Congresso, ao remeter para três grupos de trabalho o debate de assuntos decorrentes do tema em causa, e sem aparentemente fomentar insistentemente a apresentação prévia de ideias para análise nos citados grupos, não terá contribuído tanto quanto talvez tivesse estado ao seu alcance para que deles pudessem surgir conclusões e recomendações mais sustentadas, ou a germinação de iniciativas em tal sentido.

Pena seria que do presente Congresso, com tão ambicioso tema, não surgissem ideias mobilizadoras para o nosso país, adequadamente apoiadas em reflexões de qualidade.

E esperemos que um novo Congresso debata temas tão importantes para o futuro da SEDES como por exemplo o de uma maior integração de jovens, a criação de núcleos regionais e o desenvolvimento das comunicações electrónicas entre os associados e tais núcleos.

01.Julho.2009

3 comentários até agora

3 Comentários para “O Congresso da SEDES: que objectivos ?”

  1. Gastão Rebeloa 05 Jul 2009 as 12:34

    Há um grande equivoco nas proposições criticas de António Barreto à linguagem utilizada pelos responsáveis dos vários partidos .
    A famigerada democracia baseia-se em as organizações partidárias jogarem o jogo da criação no povo votante de uma imagem própria favorável e uma imagem da concorrència o mais desfavorável possivel .Este jogo , embora tenha protagonistas visiveis conhecidos que verbalisam , é essencialmente jogado por equipas sofisticadas de especialistas que trabalham na sombra .
    Neste sentido , e pressupondo que um partido existe para poder alcançar o poder de implementar as suas linhas politicas para o pais , não tem alternativa se não jogar esse jogo . Criticar este sistema de funcionamento das coisas será correcto , apontando ao mesmo tempo um outro modo alternativo .
    Criticar os partidos por jogarem esse jogo ignorando a necessidade lógica , (dentro do actual sistema em vigor) , de eles jogarem esse mesmo jogo , é de uma ingenuidade atroz . Ainda mais , expressa por um sociólogo que não era suposto ter tamanha ingenuidade . Como explicar esta contradição ?
    Que o próprio António Barreto explique .

  2. Gastão Rebeloa 05 Jul 2009 as 12:35

    Ainda a propósito das palavras vazias e inuteis ou da chamada linguagem de verdade , ( ainda a propósito da critica a António Barreto ) quer as palavras , quer os factos politicos artificiosamente organizados , só têm uma classificação , ou são eficazes ou não , em função da finalidade com que foram ditas oo feitos .
    Quem estiver de fora que diga que a democracia não pode , não deve ser isto
    mas uma outra coisa que é necessário reformular .
    A democracia não é algo abstracto que se deseja , não é um arquétipo que se guarda religiosamente na cabeça .
    Se olharmos com atenção , transformou-se num sistema que cada vez mais tem dificldade em cumprir na prática os designios para que foi criada .
    Por favor , não digam mal dos que se propõem jogar este jogo , a alternativa é ficar de fora a assistir outras equipas a jogar .

  3. Gastão Rebeloa 05 Jul 2009 as 13:44

    A propósito de qualidade da democracia , fala-se e pensa-se como se se desconhecessem os seus equivocos fundamentais . Este desconhecimento está bem expresso na critica da linguagem utilizada pelos vários partidos ,feita por António Barreto , por exemplo .
    A famigerada democracia baseia-se em as organizações partidárias jogarem o jogo da criação no povo votante de uma imagem própria favorável e uma imagem da concorrència o mais desfavorável possivel .Este jogo , embora tenha protagonistas visiveis conhecidos que verbalisam , é essencialmente jogado por equipas sofisticadas de especialistas que trabalham na sombra .
    Neste sentido , e pressupondo que um partido existe para poder alcançar o poder de implementar as suas linhas politicas para o pais , não tem alternativa se não jogar esse jogo . Criticar este sistema de funcionamento das coisas será correcto , apontando ao mesmo tempo um outro modo alternativo .
    Criticar os partidos por jogarem esse jogo ignorando a necessidade lógica , (dentro do actual sistema em vigor) , de eles jogarem esse mesmo jogo , é de uma ingenuidade atroz . Ainda mais , expressa por um sociólogo que não era suposto ter tamanha ingenuidade . Como explicar esta contradição ?
    Que o próprio António Barreto explique .
    Ainda a propósito das palavras vazias e inuteis ou da chamada linguagem de verdade , ( ainda a propósito da critica a António Barreto ) quer as palavras , quer os factos politicos artificiosamente organizados , só têm uma classificação , ou são eficazes ou não , em função da finalidade com que foram ditas oo feitos .
    Quem estiver de fora que diga que a democracia não pode , não deve ser isto
    mas uma outra coisa que é necessário reformular .
    A democracia não é algo abstracto que se deseja , não é um arquétipo que se guarda religiosamente na cabeça .
    Se olharmos com atenção , transformou-se num sistema que cada vez mais tem dificldade em cumprir na prática os designios para que foi criada .
    Por favor , não digam mal dos que se propõem jogar este jogo , a alternativa é ficar de fora a assistir outras equipas a jogar .
    Por exemplo , quando surge uma sondagem a referir que 37% dos portugueses
    consideram que os juizes não são isentos , não é a justiça que está mal , o que deveria tornar-se inadmissivel é que as convicções de 37% de portugueses sejam utilizadas para a promoção de um qualquer partido .
    Penso ser muito útil a denúncia dos incompreesivelmente ignorados equivocos da actual democracia que não são só deste país . Comecem a pensar num outro jogo com outras regras .
    Se calhar irão passar muitos anos até que alguém , longamente escorraçado pelos seus concidadãos como anti-democrático , lhes faça compreender que o rei vai nu .