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Dez 12 2009

Ver-se Grego (J Publico, 11.12.2009)

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7 comentários até agora

7 Comentários para “Ver-se Grego (J Publico, 11.12.2009)”

  1. ricardo saramagoa 12 Dez 2009 as 15:04

    A exemplo do que afirma o relatório Fitch sobre a Grécia, em Portugal também a classe política e os governantes parecem não ter a noção da gravidade da situação.
    Nos últimos dias quer membros do governo quer da oposição afirmaram públicamente que o défice público “não os preocupa”, e já hoje o nosso primeiro ministro anunciou com pompa a adjudicação do TGV.
    Vamos ter ainda muita retórica sobre a “solidariedade europeia” e “programas de reequlíbrio financeiro”, que se destinarão a dourar a pílula que os os credores nos vão obrigar a engolir.
    Estamos portanto condenados a resolver o problema, da pior maneira para nós, através da imposição externa das soluções que nos levarão ao caminho do equilíbrio financeiro de forma violenta.
    Só que equilíbrio financeiro e prosperidade são coisas diferentes.
    Teremos seguramente contas públicas e contas externas mais saudáveis, mas por nossa culpa exclusiva, seremos também mais pobres.
    Vamos ver se o actual regime político sobreviverá ao empobrecimento da classe média e ao incumprimento das expectativas irrealistas que foram criadas na sociedade pelo aparelhos políticos.
    Servirá esta crise para a regeneração das nossas mentalidades e da forma de nos governarmos, ou vamos cair na demagogia e no populismo à sul-americana?

  2. rui fonsecaa 12 Dez 2009 as 17:00

    “…É preciso que as políticas sejam credíveis, em particular que tal seja claro para as agências de rating, que já anunciaram que o risco do nosso país aumentou. Já avisaram e eu (e outros) também.”
    .
    Caro Professor,

    Só com avisos, está mais que visto, não vamos lá. Os avisos são tantos já que se banalizaram. Os seus leitores e os leitores de outros avisadores, lêem, comentam com os amigos, reconhecem, os que reconhecem, que a coisa está preta, mas não mudam uma palha. As vendas de Natal, dizem as notícias, foram antecipadas e excedem já em 10% os valores observados o ano passado. Há dias quis entrar num centro comercial em Lisboa e, pela primeira vez em muitos anos, não encontrei lugar para arrumar o carro.

    O Governo insiste que o défice e a dívida se resolvem com o crescimento económico mas não explicam como nem donde é que ele vai saltar. Assegura que não aumenta os impostos mas não indica como baixa a despesa. A oposição ultrapassa o Governo pela esquerda ou pela direita, conforme lhe dá mais jeito,
    e aumenta o défice.

    Estamos todos cientes que há um buracão um pouco mais à frente mas enquanto há distância há extravagância.

    Que fazer?

    Esta a pergunta que o seu aviso sugere mas não dá resposta.

    Não acredito, como comecei por dizer, que com avisos se altere alguma coisa de substancial nesta nossa progressão para o buraco. Mais do que avisos há que tomar medidas que um Governo minoritário sem apoio parlamentar ou popular alargado não tem condições para implementar.

    Como também não acredito que a solução se encontre em eleições antecipadas, ainda que conduzissem à formação de um Governo de maioria monopartidária absoluta, só vejo uma saída: a da intervenção do Presidente da República no sentido de forçar à constituição de um governo com a base de sustentação parlamentar mais alargada possível.

    Segundo as últimas notícias, o Presidente da República, recordou que também ele governou com uma base de apoio parlamentar minoritária. Nessa altura, porém, o défice, a dívida pública, o potencial de crescimento económico, a dívida externa, as ajudas da CEE, a conjuntura externa, eram bem diferentes.

    O senhor Presidente da República não ignora isso. Porque espera? Pelos ratings revistos de novo em baixa?

  3. FVRoxoa 14 Dez 2009 as 11:08

    Caro LCC
    Não seria necessário ser bucólicamente “Campos” nem meter” Cunha” aos credores internacionais para se prever que isto ia acontecer.E irá acontecer por cá com mais ou menos gravidade.
    Donde, bem haja, como portugues “suave” pelo seu post “publico”.
    E, em dia de luto mundial pela morte do Professor Samuelson não seria interessante oferecermos à classe Política “Tuga” um exemplar do manual de economia mais lido no mundo com a dedicatória “é a economia estúpidos!!”?
    E, já agora, um exemplar, para fins culturais da Odisseia em que o argumento é centrado em Ulisses e seus companheiros, no seu filho (Telémaco) e na sua mulher (Penélope).
    Recordando para portugues “tuga” poder pensar:
    Ulisses, rei de Ítaca, é esperado durante anos, após a guerra de Tróia, pela mulher e pelo filho.
    Penélope, assediada por vários pretendentes, promete-lhes escolher marido quando acabar de tecer um tapete, que tece durante o dia e desfaz de noite. Telémaco corre diversas aventuras à procura do pai.
    Ulisses vê dificultado o seu regresso a Ítaca por diversos obstáculos: tempestades, magos, sereias, etc.
    Entre os perigos que passam Ulisses e os seus companheiros conta-se a luta com Polifemo, gigante com um só olho na fronte e devorador de homens. Ulisses chega por fim a Ítaca incógnito, mata os pretendentes e, finalmente, é reconhecido pela mulher e pelo filho.

    Teria sido assim se tudo se tivesse passado no Portugal do líder de nome grego “Sócrates”?Ou no País do general de nome Portugues Teixeira, homem de todas as batalhas vencidas no ecran gigante da economia e com visualização da série 3DVirtual “O Senhor dos Anéis”, aqui trocada por”Santos, o Milagreiro”?

    Valha-nos a visita de um Papa Alemão dentro em breve…Talvez Haja Milagre…

  4. PMa 17 Dez 2009 as 8:42

    Mas será que ainda não perceberam que os espanhois, grandes visionários, é que foram embora em 1640….

  5. PMa 17 Dez 2009 as 8:43

    Mas será que ainda ninguém percebeu que os espanhois, grandes visionários, é que se foram embora em 1640…

  6. [...] Hoje, publiquei no jornal i um ensaio (aqui) sobre os riscos para Portugal revelados pela situação na Grécia. Este ensaio vem no seguimento da minha coluna da semana passada (aqui) e do artigo de Luis Campos e Cunha no Público (aqui). [...]

  7. Fvroxoa 09 Fev 2010 as 10:02

    Pela complemetaridade informativa ao tema deste post deixo link com artigo interessante para qualquer Alemão ler, Europeu pensar e Portugues /Grego/Espanhol e talvez Italiano reflectir.

    http://www.stratfor.com/weekly/20100208_germanys_choice?utm_source=GWeekly&utm_medium=email&utm_campaign=100208&utm_content=readmore&elq=64c67db55cef435bb5ab7230e208deb3