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Mai 25 2011

O voto útil

Apesar do título poder indicar que estarei a apelar ao voto útil num dos dois partidos da esfera governativa, a minha intenção é outra, .pretendo com o título promover o acto de votar.
O voto é continuamente desprezado e desvalorizado pela maioria dos cidadãos. De uma maneira geral a nossa sociedade está mentalizada de que o voto individual de cada um pouco acrescenta, existindo ainda a ideia que não vale a pena votar pois nada muda e no fundo os políticos são todos iguais.
Esta mentalidade apenas poderá mudar se agentes políticos, gerações mais velhas e se cada um nós estiver realmente interessado em mudar de mentalidade.
Os agentes políticos não podem olhar de lado para esta realidade e devem ser os primeiros a demonstrar que merecem o voto dos cidadãos e  que o seu voto é importante. Demonstram isso, se falarem verdade com os cidadãos, se os escutarem, se estiverem realmente disponíveis para estes
As gerações mais velhas têm igualmente um papel importante a fazer junto dos seus filhos, netos, bisnetos. As gerações que viveram parte da sua juventude e idade adulta sem poder votar, sem uma liberdade de escolha efectiva, devem ser as primeiras a dar valor ao direito de voto. O direito ao voto é um direito que foi sendo alargado ao longo dos séculos na história da humanidade; através de muita  luta e sacrifício de muitos homens e mulheres; a cada vez mais cidadãos. Exercer o direito de votar, será a melhor forma de homenagear a memória e de demonstrar gratidão perante aqueles que com o seu sangue, suor e lágrimas, permitiram que hoje o direito a voto esteja aberto a quase todos os cidadãos, não apenas em Portugal mas por esse mundo fora. Se as novas gerações tiverem nos seus pais, avós e bisavós um exemplo de cidadania e de alguém que dá valor ao voto irão seguir-lhe o exemplo, mas se ao contrário, verificam que estes desprezam o direito a votar, já não lhe dão valor e acabarão por adoptar a mesma postura.
Cada um de nós tem igualmente que se consciencializar da importância do seu voto e que apesar de ser apenas 1 pode ajudar a mudar o rumo do nosso país ou evitar que este siga um rumo diferente daquele que tem vindo a ser seguido, pode servir para dar voz a quem nunca a teve, pode servir para demonstrar que estamos descontentes com a nossa classe politica.
Abster-mos-nos de dar o nosso contributo como cidadãos para a eleição daqueles que nos vão governar é abster-mos-nos de nos preocupar connosco próprios,  na medida que  o nosso futuro depende em grande parte do futuro do nosso país.

8 comentários até agora

8 Comentários para “O voto útil”

  1. Maria Isabel Telesa 25 Mai 2011 as 16:58

    Concordo com o que escreveu. Não podemos desperdiçar esta oportunidade para manifestar qual o rumo que pretendemos para o país.
    Tendo em consideração os resultados as sondagens, há um número significativo de indecisos. De facto, a escolha parece difícil para muitos (eu estou incluída neste grupo), talvez porque se tornou frequente que os políticos apresentem um discurso demagógico nas campanhas eleitorais e façam muitas vezes o contrário quando estão no poder. Perante posturas tão degradantes é muito difícil escolher!

  2. jorge bravoa 25 Mai 2011 as 18:25

    Apoiado!

  3. quelhas motaa 25 Mai 2011 as 21:07

    Como é evidente, não se pode deixar de apoiar.
    Contudo, a existência da «possibilidade de votar» por si-só pode significar pouco quanto à democraticidade do sistema político-social, inclusive quanto à respectiva capacidade-de-escolha de quem governará os eleitores. A Consciência disso é excepcionalmente importante para que os eleitores se saibam localizar quanto ao grau e tipo de democracia em que se encontram imersos.

  4. jorge bravoa 26 Mai 2011 as 8:06

    É isso!
    Emergir é preciso!

  5. PMPa 26 Mai 2011 as 12:22

    Basta ver os debates entre os lideres dos 5 maiores partidos para verificar a razão da abstenção elevada.
    .
    Quase nenhumas propostas concretas para o desenvolvimento do país.
    .

  6. Conde da Bicaa 27 Mai 2011 as 14:21

    Parece que pouca gente leu o TPC que nos foi ditado pela troika.
    Os nossos líderes políticos e empresariais bem pregam mas nada fazem para dar o exemplo. Devem achar que só há medidas macro e toda a gente continua a viver e a funcionar como se não houvesse crise. Apenas o Ministro das Finanças, qual burro de carga, tem avisado sobre o que aí vem. E pelo caminho que o País está a tomar, dentro de 4 ou 5 anos, nós e os gregos vamos ser corridos da zona euro a pontapé… Razão tinha o Prof. João Duque ao afirmar que estamos a precisar de um choque…

  7. jorge bravoa 27 Mai 2011 as 14:56

    Só espero que os portugueses estejam finalmente, dispostos a ligar a corrente, no dia 5!

  8. jorge bravoa 05 Jun 2011 as 23:58

    LIGARAM !