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Jun 19 2011

Salarios e Desenvolvimento

Para os “Sebastianistas dos Transaccionáveis” e os indefectiveis da solução milagrosa TSU, junta-se um pequeno excerto do artigo de Simon Tilford no “Project Syndicate”:

“Indeed, the secular decline in the proportion of national income accounted for by wages and salaries over the last 10 years in nearly every EU economy is a major obstacle to a recovery in private consumption. And the flipside of the decline in wage and salaries – a steep rise in the proportion of national income accounted for by corporate profits – has not resulted in booming investment.

This should come as no surprise. An individual firm can cut wages without undermining demand for whatever good or service it produces. But if all firms cut wages simultaneously, the resulting weakness of overall demand undermines companies’ incentives to invest, in turn depressing productivity growth.

In short, cutting the proportion of national income accounted for by wages, accepting a secular rise in inequality, and boosting the proportion of national income accounted for by corporate profits is no way to deliver sustainable economic growth. But that is precisely what happens when governments believe that economic salvation lies in winning a growing share of export markets.”

Como sempre, equilibrio e bom senso recomendam-se. Vivamente.

Artigo completo aqui:

http://www.project-syndicate.org/commentary/tilford1/English

29 comentários até agora

29 Comentários para “Salarios e Desenvolvimento”

  1. MG-PTa 19 Jun 2011 as 9:10

    I like!

  2. jorge bravoa 19 Jun 2011 as 9:17

    Não resisti ao final.

    “But improvement presupposes diagnosing why Europe’s productivity performance, with a few notable exceptions, has been so bad. There are two core problems. The first is inadequate skills levels, aggravated by complacency. Some countries – Scandinavia and the Netherlands, for example – do well. But the picture elsewhere is patchy at best. Germany has good vocational training, Britain more than its fair share of top universities, and France good technical education. Other countries, especially in the south, perform poorly in most areas.

    The second problem is inadequate competition. In too many sectors, incumbents are protected. This is justified in terms of upholding “social justice” or defending “national champions.” But it merely fuels rent-seeking – the ability of particular groups in society to extract disproportionate rewards for their work. Where this tendency is strongest, productivity levels are weakest.

    While Europe’s economic growth prospects may be poor, this has little to do with what is happening elsewhere. Europe’s leaders will find that improving education and training – and throwing open hitherto protected markets – is a long and arduous task. But, unlike the obsession with “competitiveness,” such reforms would lead Europe onto the path of sustainable growth.

    Simon Tilford is Chief Economist at the Centre for European Reform.”

  3. jorge bravoa 19 Jun 2011 as 9:21

    E já agora.

    http://janelanaweb.com/trends/europa-necesita-una-politica-economica-expansionista-henry-sterdyniak/

    Não é por falta de aviso.

  4. fcaa 19 Jun 2011 as 11:25

    Já alguém se lembrou q este é o caso do congelamento das rendas?
    A procura diminuiu na baixa, ou mesmo tempo que o custo de arrendamento diminuiu em termos reais. O resultado está à vista: o comércio de rua não existe.

  5. PMPa 19 Jun 2011 as 12:46

    Mas o que é que tem a ver uma coisa com outra ?
    .
    Que é que tem a ver a diminuição do peso dos salários no PIB com a TSU
    .
    Não será ao contrário ?
    .
    Então se a TSU for reduzida os salários não poderiam ser mais altos ?.
    .
    Então com um deficit corrente de 10% Portugal não tem entrar numa guerra pelos transacionáveis ?
    .
    Qual é a lógica de taxar o trabalho com IRS , S.S. e TSU com mais de 40% de impostos e depois ter de produzir tudo fora ?
    .
    E os 800 mil desempregados, deitamo-los ao lixo ?

  6. PMPa 19 Jun 2011 as 12:55

    Mas ainda bem que o ANunes aderiru à tese principal macroeconomica:

    - é a procura que dita a evolução da economia

    - e assim só salários crescentes podem trazer economia a crescer no longo prazo.

    .
    Agora é só um saltinho para perceber que com este EURO estúpido a tendência é a estagnação ou redução dos salários.

  7. julio moreiraa 19 Jun 2011 as 15:20

    Amigos
    Sou um bocado básico e peço esculpa por isso. Contudo permito-me lembrar, e estou apenas a cingir-me á realidade Portuguesa, que de tão miseravel nos impede de olhar, por agora, mais longe, que temos um acordo de resgate para cumprir, e com prazos apertados, e dois enormes desafios pela frente
    Descida do Deficit do Sector Publico
    Saír o mais rápido possivel da recessão em que nos encontramos.
    Não será com tiradas grandiloquentes que vamos resolver estes dois bicos de obra.
    Ao i nvès exige-se humildade, pragmatismo e rigor.
    Ao Governo eleito exige-se trabalho, rigoroso controle orçamental e alguma folga, que não será muita dada a situação encontrada, que permita estimular e apoiar as empresas existentes, sobretudo as do sector exportador.
    Já aqui o disse que a porta para sairmos deste aperto só poderá advir de uma renegociação dos prazos de pagamento da nossa Dívida. Mas isso, creio eu, só será possivel daqui a um ano e depois de darmos mostras de que somos capazes e gerar riqueza e sermos rigorosos na sua Gestão.
    Cumprimentos e todos.

  8. PMPa 19 Jun 2011 as 16:26

    Caro Julio Moreira,

    Acho que o papel da Sedes e deste blog será ir além do que já existe, do Memorandum com a Troica.

    O problema do governo vai ser a contestação nas ruas e na comunicação social. Por isso tem de agir depressa no combate ao desemprego e ao deficit comercial.

    Aqui podemos ajudar um pouquinho com debate de novas ideias e propostas, sobre Desenvolvimento Económico e Social.

    Já disse que é uma falácia dizer que não temos recursos. Temos pelo menos 2 mil milhões por ano mal aplicados em apoios ao emprego e às empresas.

    Temos centenas de milhões por ano mal direccionados nas universidades e laboratórios públicos.

    O Ministério da Agricultura derrete dinheiro em burocracia em vez de investir em irrigação, albufeiras, mercados de produtores e outras infraestruturas.

    A Defesa derrete dinheiro em vez de servir como cliente da industria nacional.

    O sector publico derrete dinheiro a comprar software internacional em vez de promover a industrial local.

    etc.

  9. julio moreiraa 19 Jun 2011 as 19:29

    PMP
    Meu caro amigo.
    Por graça, e face ao despesismo do nosso Estado, quer em quantidade quer em ausencia de estrategia, costumava dizer que nós eramos um País rico face aos Paises mais desenvolvidos. Porque esses, ao invés, não malbaratavam os seus recursos.
    Mas isso ficará para quando, depois de passado este aperto, falarmos dos motivos que nos levaram á aflitiva situação que vivemos.
    PMP a contestação social, essa sim será preocupante, até porque justa. Logo o Governo tem que estar atento, mandando exemplos de contenção de gastos, e correcta aplicação de recursos. A receita é simples.
    Quanto á contestação da CS ela já ai está e o Governo ainda não foi empossado.
    Dizem eles que os Ministros não têm experiencia governativa, logo estão condenaos ao insucesso. Felizmente os que afunaram o barco tinham essa experiencia.
    Amigo a CS em Portugal move-se por intereses e nada mais. Jornalistas de verdade, os dedos das duas mãos devem chegar para os contar.
    Vamos falando e cumprimentos.

  10. henrique doriaa 19 Jun 2011 as 22:25

    O novo governo da direita representa o triunfo do radicalismo ideológico liberal. As finanças e a economia estão entregues a dois universitários teóricos e militantes do liberalismo económico mais radical.

    A saúde ao melhor gestor dos interesses dos seguros médicos, a pessoa indicada para destruir com eficiência o Serviço Nacional de Saíde.

    Dizem-se gente nova, mas não são.

    São gente bem velha, apenas cópias daqueles Chicago boys que dirigiram o Chile durante a ditadura de Pinochet, e conduziram o Chile a uma miséria e a um sofrimento da esmagadora maioria da população nunca antes vistos, tudo isso a par de um enriquecimento escandaloso da clique económica e político-militar, levado a cabo pelo NORMAL FUNCIONAMENTO DO MERCADO e pela PILHAGEM.

    O novo governo é a clique que irá impor a miséria e o sofrimento à maioria esmagadora da população através do mercado puro e duro ( isto é, do triunfo dos porcos, perdão, dos fortes) e da pilhagem.

    Surpreende-me apenas a presença no meio deles de NUNO CRATO. Já não de Francisco José Viegas, um medíocre escritor menor, porque a política é o destino natural de um escritor falhado.

    Cavaco diz que o governo merece respeito de todos.

    Confesso que não tenho respeito por Cavaco, cuja mediocridade só tem paralelo na sua arrogância.

    E os respeito que tenho por Cavaco é o mesmo que o novo governo velho me
    merece.

  11. PMPa 19 Jun 2011 as 23:15

    Sr. Henrique Doria,

    O novo governo representa a derrota da aldrabice, das PPP’s, do TGV, da Parque Escolar, do facilitismo na educação, do controle da comunicação social, do compadrio, do despesismo parolo, etc.

    O velho governo fechou escolas e centros de saude no interior, cortou abonos de familia, congelou reforma baixas, quase destruiu o Estado Social com a quase bancarrota para onde nos atirou.

    O novo governo só por tudo isto terá de ser melhor.

    Propaganda pseudo esquerdista da treta não ajuda à discussão.

  12. julio moreiraa 20 Jun 2011 as 7:59

    Amigos
    De tudo o que Portugal menos precisa, AGORA, é desse tipo de discussão direita esquerda que, com toda a franqueza, até me parece, em termos conceptuais, cada vez mais longe da realidade. Em lugar dessa dicotomia, proporia a defesa da dignididade da pessoa humana na sua plenitude. Uns a favor dela outros contra ela. Parece-me mais proxima dos tempos em que vivemos.
    Mas desperdiçar energias agora não vale a pena. Porque não temos escolha.
    En passant ,contudo, vale a pena recordar quem nos enfiou neste monumental buraco e que, mentirosamente, sempre se apelidou de esquerda e defensor do Estado Social que, na pratica, se foi encarregando de destruir.
    Mas como disse neste momento não há escolha e há que apoiar o Governo em funções. Ele até vai aplicar um programa que não escolheu mas que lhe foi imposto.
    Ou estarei a sonhar?
    Realismo é o que se pede e exige. Depois de passarmos este aperto imediato, virá, acredito que sim, a renegociação do prazo de pagamento da Divida e aí alguma folga para discutirmos e corrermos de vez com a classe politica que nos levou a esta situação.
    Para surpresa de alguns, alguma dessa classe até se intitulava de esquerda.
    Cumprimentos a todos

  13. henrique doriaa 20 Jun 2011 as 8:10

    De acordo com os dois primeiros parágrafos. Os restantes são falsos. Gostaria que se discutissem factos e não imputassem juízos de esquerdismo. Conheço bem a realidade económica do país e a história para afirmar o que afirmo.

  14. henrique doriaa 20 Jun 2011 as 8:11

    Resposta ao comentário de PMP

  15. PMPa 20 Jun 2011 as 10:27

    É perfeitamente ridiculo estar a fazer juizos de intenções aos novos ministros.
    .
    Eles são tão de direita como o Sócrates ou o Constâncio o são, se calhar até terão mais atenção aos mais pobres que o incompetente e irresponsável governo que foi corrido.
    .
    Os factos são estes : 80 mil milhões de divida publica a mais em 7 anos, um desemprego de 12%, emigração de 300 mil portugueses, salários baixos estagnados, reformas baixas congeladas.
    .
    Isto é que é ser de direita radical, o resto são balelas de pseudo-esquerda.
    .
    A esquerda portuguesa está-se borrifando para os desempregados e para os reformados mais pobres. A esquerda portuguesa é muito pior que a direita.

  16. fvroxoa 20 Jun 2011 as 12:14

    Vale a pena ler enquanto o governo novo e de novos não toma posse:
    http://baselinescenario.com/2011/06/03/why-are-the-french-so-determined-to-run-the-imf-%E2%80%93-and-what-will-it-cost-you/
    e http://baselinescenario.com/2011/06/20/china-and-the-saving-of-europe/#more-9108
    E depois voltaremos a falar com Ferreira do Amaral no horizonte?
    http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=491335
    FVRoxo

  17. anunesa 20 Jun 2011 as 19:18

    Caro PMP

    Algumas respostas às sua questões:

    1) TSU e redução de peso de salários no PIB:
    Aparentemente, não terá nada a ver.
    Mas o ponto também não è esse, mas sim a transferência de riqueza do factor trabalho para o factor capital e da expectativa de que, no curto prazo, essa transferência se transforme em … investimento.
    A redução da TSU provoca um desiquilibrio (adicional) no já deficitário balanço da SS. Qualquer simples modelo dinâmico de ER demonstrará que, menor TSU hoje significa maior idade da reforma e/ou menor pensão de reforma amanhã, ou seja, menor riqueza intertemporal dos trabalhadores. Logo maior poupança e menor consumo hoje. Se tal não acontecer, tal só será possível por miopia dos agentes económicos envolvidos.
    O que o autor do artigo constata é que essa transferencia de riqueza não se tem obrigatoriamente transformado em investimento a nível Europeu.

    2) Então não será ao contrário?:
    Poderia ser, mas temos de nos lembrar que a descida prevista da receita da TSU irá ser “financiada” por um aumento do IVA, ou seja, por uma redução do poder de compra dos salários. Assim, mesmo que os salários aumentassem na mesma proporção, seria de esperar que o seu poder de compra não se alterasse.
    No entanto, não é esse o objectivo, nem o que se espera da medida, mas sim de facto reduzir o Consumo e, por consequência, reduzir as importações. Como as exportações não são afectadas pela subida do IVA e as Importações são, haverá aqui um efeito favorável de curto prazo na BTC. Mas o IVA afecta também a procura sobre os produtores nacionais, pelo que o efeito final sobre o nosso PIB será incerto.

    Quanto à minha conversão à sua Tese do “Euro estúpido”, lamento continuar a não encontrar os argumentos para tal. Pelo contrário, acredito que as (supostas) vantagens de moeda própria podem ser mimetizadas em contexto de moeda única. Apenas será necessário assumir:
    1) A chamada desvalorização fiscal;
    2) Hair-cut de Divida.
    A única vantagem de o fazer em Moeda própria é que se empobrece os cidadãos e os credores de forma, mais ou menos, suave e, eventualmente, menos dolorosa.
    Já reparou que o País Europeu que exibe um dos maiores “Hair-cuts” nos últimos 3 anos é exactamente o Reino Unido? Exactamente aquele que sempre fez questão de não aderir ao Euro? Ou será que a Divida Britânica expressa numa Libra que se desvalorizou mais de 30% manteve, por um qualquer milagre de multiplicação, o seu valor no balanço dos bancos Europeus?
    E, já agora, não se vislumbra no caso desse País qualquer vantagem competitiva e de crescimepto económico resultante dessa desvalorização, a não ser inflação galopante, empobrecimento e desemprego.

    Finalmente, eu não questiono que a “batalha pelos Transaccionáveis” deva ser travada. O que chamo a atenção é que se alguém pensa que isso vai ser suficiente sairá do processo extremamente frustado.
    Ou seja, em linguagem técnica, a questão dos transaccionáveis constitui condição necessária mas não suficiente.
    E é bom que não se perca essa noção.

    Em relação à TSU, na minha opinião ela nunca deveria sequer ter existido, já que não devem ser as empresas a financiar a reforma dos trabalhadores.
    O que já não subscrevo é que o buraco que o seu desaparecimento abre na SS seja financiado através de impostos.
    Continuo a considerar um péssimo principio financiar SS com impostos e vice-versa. Essa é uma promiscuidade na gestão tradicional das Contas Públicas com a qual, pelo “ruído” que introduz nos processos, sempre discordarei.

    Abr

  18. PMPa 20 Jun 2011 as 23:08

    Caro Anunes,

    Penso que o autor texto indica que há medida que o peso dos salários baixa no PIB a procura interna diminui, isto é Keynes 101, porque os mais ricos têm uma menor propensão para o consumo, sou 100% a favor.
    Spending = Income -> O custo dos salários é o proveito que provoca as vendas.

    Sobre as reformas estou com o Vitor Bento, taxas e impostos é igual, são reduções do consumo.

    As reformas serão sempre ajustadas por força da LEI, quando assim convier.

    Para equilibrar a S.S. muda-se a LEI como até agora se fez, de um dia para o outro em caso de crise. Baixa-se a TSU sobe-se qualquer coisa, o IVA ou baixa-se o desperdicio no ESTADO, ou baixam-se as reformas ou congelam-se ou ….

    Sobre este EURO que é estúpido porque repousa numa ideia sem pés nem cabeça de que uma moeda única pode existir sem divida única (pelo menos numa parte significativa.).

    Só quem não entende a forte realimentação que existem num sistema monetário com crédito, onde as expectativas têm efeitos demolidores no investimento e menores no consumo.
    Veja-se o caso Espanhol que com menos divida / PIB está na corda bamba.

    Moeda própria quase todos os países a têm excepto os exóticos do EURO. Permite ter medidas anti-cíclicas e manter os juros baixos mesmo com dificits altos dado que divida publica emitida nessa moeda não tem risco de incumprimento.

    O equilibrio com o exterior é dado pela taxa de câmbio. A vantagem do UK é manterem um deficit corrente alto e não se preocuparem com isso, esperarem que o sistema liberal capitalista faça a sua parte.

  19. PMPa 21 Jun 2011 as 11:47

    FINALMENTE TEMOS CAVACO, SÓ PRECISOU DE 30 ANOS PARA LÁ CHEGAR :
    .
    “Portugal vive numa situação de emergência”, afirmou Cavaco Silva no discurso de tomada de posse do Governo liderado por Pedro Passos Coelho, …
    “As políticas públicas devem ser avaliadas em função do seu contributo para a competitividade externa. Tudo o que puder contribuir para reduzir o défice externo tem de ser valorizado”, adiantou.
    .
    TUDO PELAS EXPORTAÇÕES , NADA PELAS IMPORTAÇÕES !

  20. PMPa 22 Jun 2011 as 10:02

    Caros , para quem interesse em Keynes:

    http://www.princeton.edu/~pkrugman/keynes_and_the_moderns.pdf

  21. PMPa 22 Jun 2011 as 22:03

    Já nem o Bill Gross tem respeito pelo NEOTONTISMO :

    In the end, I hearken back to revered economist Hyman Minsky – a modern-day economic godfather who predicted the subprime crisis. “Big Government,” he wrote, should become the “employer of last resort” in a crisis, offering a job to anyone who wants one – for health care, street cleaning, or slum renovation. FDR had a program for it – the CCC, Civilian Conservation Corps, and Barack Obama can do the same. Economist David Rosenberg of Gluskin Sheff sums up my feelings rather well. “I’d have a shovel in the hands of the long-term unemployed from 8am to noon, and from 1pm to 5pm I’d have them studying algebra, physics, and geometry.” Deficits are important, but their immediate reduction can wait for a stronger economy and lower unemployment. Jobs are today’s and tomorrow’s immediate problem.

    Those who advocate that job creation rests on corporate tax reform (lower taxes) or a return to deregulation of the private economy always fail to address dominant structural headwinds which cannot be dismissed: 1) Labor is much more attractively priced over there than here, and 2) U.S. employment based on asset price appreciation/finance as opposed to manufacturing can no longer be sustained. The “golden” days are over, and it’s time our school and jobs “daze” comes to an end to be replaced by programs that do more than mimic failed establishment policies favoring Wall as opposed to Main Street.

    William H. Gross
    Managing Director

  22. vbma 23 Jun 2011 as 15:13

    O João Ferreira do Amaral não escreve aqui na SEDES?
    Quem o ouviu ontem na entrevista do José Gomes Ferreira?

    Ainda considera que vale a pena tentar discriminar positivamente
    a produção de bens transaccionáveis, quer exportáveis quer sucedâneos
    de importáveis, por via da redução da TSU e ou do IRS; assim como advoga
    aumentar o IVA sobre os bens importados. Por muito que tal colida
    com o comércio livre, não contradiz o objectivo de pagar a dívida
    aos credores internacionais, pelo que estes deverão curvar-se
    à singular realidade de que um devedor só paga
    o que consegue pagar, produto da sua
    capacidade de vender mais
    e comprar menos.

  23. PMPa 23 Jun 2011 as 15:46

    Pois, mas a ideologia neotonta está muito impregnada na maior parte dos economistas.
    .
    Nada contra o mercado , tudo pelo mercado, mesmo que este quando é notoriamente irracional, ineficiente e imperfeito, esteja a destruir a economia e a sociedade lentamente.
    .
    Mas vejam lá que o Bill Gross que gere o maior fundo de obrigações do mundo já não acredita na religião !
    Vamos lá ver se o nosso governo se livra dessa peste.

  24. julio moreiraa 23 Jun 2011 as 19:29

    Eu ouvi, e creio que entendi, as suas ideias, e onde me permito retirar a nossa saída do Euro, que seria combinada com a estrategia de aposta na produção e exportação de bens transaccionaveis.
    Mas modesto na minha opinião de simples cidadão interessado no meu País, acho-a teoricamente certa mas apenas passivel de execução, na totalidade,
    num cenario de maior acalmia, não só interna, mas por aquilo que PMP nos mostra nas suas transcrições, de maior lucidez e menos desnorte a nivel Europeu.
    Surgiu hoje a ideia de ser possivel uma renegociação do QREN, dada a conhecer por Durão Barroso, e isso já será uma optima janela para explorar.
    Cumprimentos

  25. PMPa 24 Jun 2011 as 17:46

    Caro Julio Moreira,

    Eu não defendo a saida deste EURO porque as dividas privadas e publicas em EUROS são enormes.
    Eu defendo que a entrada neste EURO foi a maior asneira que Portugal fez nos ultimos 35 anos. Insisto em que a Suécia, Dinamarca e Reino Unido não estão no Euro (veja-se também a Polónia a a Hungria ).
    .
    O que eu digo é que a ideia neoliberal-neotonta de que não são necessárias politicas industriais e agricolas, o que se chama desenvolvementismo no Brasil, é a segunda maior asneira, iniciada em 1987.
    .
    O que eu digo é que se este governo não tiver em SIMULTÂNEO uma estratégia desenvolvementista com a austeridade no sector público, vai ser corrido pela constestação nas ruas e na comunicação social.

  26. jorge bravoa 25 Jun 2011 as 7:14

    Fvroxo, obrigado pelos links
    Assim temos que fazer Troca de Favoritos, como dos cromos do antigamente, esse seu data-mining tem umas caixinhas muito interessantes. :-)

  27. julio moreiraa 25 Jun 2011 as 9:08

    PMP
    A nossa entrada no EURO coincidiu com a euforia da entrada dos fundos e, nessas situações, conhecemos bem a maneira de pensar e de agir, seja de quem está no Poder, seja o comum dos ciadãos. O Quê estão a mandar dinheiro para nós GASTARMOS? Vamos a isto que se faz tarde, e derreteu-se a massa num instante. Foi, quanto a mim, a última oportunidade que tivemos para nos desenvolvermos economicamente de uma forma sustentada.
    Houve dinheiro. Gastou-se, não se investiu. Aí Cavaco Silva tem grossas responsabilidades e não será o mesmo que, agora, produz os discursos que mais não que sacudir a água de um capote que também foi seu?
    Partilho da sua opinião que a estrategia deverá ter, em simultaneo, as duas vertentes e estou crente que o Governo vai ter competencia para a aplicar.
    A Sociedade creio já ter interiorizado a ideia de que será necessaria austeridade, ao mesmo tempo que a classe politica também já percebeu
    que não pode distribuir aleatoriamente os sacrificios.
    Penso que a possibilidade de reestruturação das verbas do QREN, bem executada, vem mesmo a calhar.
    Há que apoiar as empresas exportadoras que, a tempo, souberam redimensionar-se e impôr-se em novos mercados.
    Cumprimentos

  28. henrique doriaa 26 Jun 2011 as 12:20

    Digo não à privatização de empresas lucrativas. Porque dão lucro e não faz sentido vcender um negócio que dá lucro. Mas também por outra razão dentro da lógica do liberalismo que nos governa: as privatizações irão desviar o financiamento dirigido à produção de bens transacionáveis, que tão necessário é para se recuperar o essencial – o crescimento económico.
    Tinham razão os nossos agora ministros liberais ao dizerem que a compra de títulos do tesouro pelos bancos portugueses induzia esse efeito.
    Mas, curiosamente, põem em prática por outro modo o que antes criticavam.
    Não passa de uma opção ideológica que irá sair cara a Portugal.
    A não ser que pretendam que quem fique com as empresas a privatizar sejam …os estranjeiros!

  29. julio moreiraa 26 Jun 2011 as 14:05

    Caro Henrique Doria
    Desculpe a terminologia mas nesta altura do campeonato estarmos com puridos de serem estrangeiros a assumir as empresas a privatizar não me parece adequado.
    Se todos os dias e a todas as horas estamos a torcer para que os Gregos cumpram com os compromissos assumidos. Que a Irlanda se aguente e que nós, mesmo fazendo a nossa parte, não sejamos vitimas de contágio, depressa vimos que os nacionalismos, por algum tempo, vão ficar de lado.
    Sim, porque alguém, seguramente, sabia que estava a alienar a nossa soberania endividando-se ao exterior, na forma e no ritmo com que tal foi feito.
    Isto para não irmos mais atrás na Historia.
    Cumprimentos