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Set 04 2011

O PIB … sem potência.

O documento de Estrategia Orçamental 2012-2015 contém alguns elementos altamente preocupantes.
Um dos mais relevantes, e que até agora parece escapar aos sempre atentos meios de comunicação e respectivos opinadores de serviço, encontra-se nas previsões para 2015.
De facto, depois de um esforço extraordinário de todos os Portugueses, depois de quatro anos a implementar as famosas reformas estruturais, tão queridas da Troika, o Ministério das Finanças conclui duas coisas:
1) Em 2015, o PIB Português encontra-se ao nível do nosso “PIB Potencial” (i.e. na capacidade produtiva máxima da economia sem pressões inflacionistas e com nivel de “pleno emprego”);
2) Em 2015 a taxa de desemprego será de … 12,3%.
Ou a equipa das Finanças não acredita naquilo que está a fazer (e então seria bom que o dissesse), ou então não se compreende.
Ninguém toma medidas de re-estruturação tão profundas, nomeadamente nas leis laborais, e acaba com uma “taxa natural” de desemprego de 12,3%.
Ou então, alguém se enganou e seria melhor reverem a matemática da coisa.
È que assim, em vez do “PIB Potencial”, parece mais que vamos acabar com um “PIB … Impotente”.

5 comentários até agora

5 Comentários para “O PIB … sem potência.”

  1. PMPa 04 Set 2011 as 21:11

    Este governo parece ignorante e incompetente quer ao fiscal quer ao nivel do desenvolvimento económico.

    O Ministro das Finanças parece acreditar nas lengalengas monetaristas que levaram à criação deste Euro estúpido.
    E até agora zero de propostas para o desenvolvimento económico.

    Enfim, PSD e PS a mesma luta.

  2. quelhas motaa 05 Set 2011 as 8:05

    Sendo o PIB português em 2015 o seu PIB-Potencial e havendo então 12,3% de desempregados, este é o número dos que, entretanto, deveriam Imigrar. Que tal um Programa Público de Incentivo à Imigração?

  3. Jose Lapalicea 05 Set 2011 as 9:25

    Eu gostaria de ter acesso aos valores da taxa de desemprego, corrigida da % de pessoas que andam em cursos de formação profissional e outras tretas que tais que só servem para mascarar o verdadeiro número. Quanto a programas públicos de incentivo à imigração, acho mais provável que este Governo crie uma taxa solidária extraordinária a aplicar aqueles que têm de emigrar (e se estes já não conseguirem ser notificados a tempo, deverão ser as suas famílias a pagar essa taxa de deserção).

  4. Jorge Bravoa 05 Set 2011 as 9:56

    12,3% Dormimos. Irra! Não há pachorra!

  5. PMPa 07 Set 2011 as 16:27

    Esta é uma mostra que a estratégia de austeridade sem desenvolvimento económico acelerado não vai a lado nenhum.

    Estar á espera que o sector privado por si só resolva o crescimento económico do país é acreditar no Peter Pan.