Blog Sedes » LIDERAR!

Out 25 2011

LIDERAR!

Publicado por Carlos Sezoes a 16:40 em Artigos Gerais

Falar de Liderança está na moda e, nos mais variados contextos – económicos, empresariais, políticos e sociais – as pessoas queixam-se da falta de Líderes.

Para mim, que trabalho as questões da liderança empresarial no meu dia-a-dia, este grau de exigência parece-me natural e até saudável. As chefias à moda antiga, assentes na autoridade e no carácter coercivo de um estatuto, são cada vez mais desadequadas e ineficientes. Hoje as palavras-chave não serão “ordem” e “obediência” mas sim “influência” e “mobilização”, levando as Pessoas a sentirem-se genuinamente comprometidas com projectos e objectivos.

Liderar significa não estar satisfeito com o que é dado como adquirido, a assegurar os processos de rotina e olhar constantemente para o lado e ver se todos concordam connosco. Liderar significa olhar em frente, ter uma visão estratégica, de longo prazo, e mobilizar vontades para a atingir. Significa estimular o compromisso emocional e a participação de todos. Significa encarar e ponderar os riscos e tomar decisões com firmeza e sentido definido. Ao contrário do que muitos poderão supor, os traços de personalidade de quem lidera não são suficientes. É necessário ser convicto e liderar pelo exemplo que se dá. Se tivesse de eleger os 5 comportamentos essenciais de um Líder, diria o seguinte:

a)    Deve assumir e promover a Missão, o sentido do trabalho e do esforço de todos: em suma, que valores, que impactos, o que se espera da nossa instituição e da nossa equipa;

b)    Desenvolver princípios éticos para a equipa, que lhe conceda uma solidez e convicção moral partilhada por todos (que conduta, quando cooperar, quando competir, que cultura de mérito);

c)    Comunicar constantemente, de forma que haja uma focalização no essencial e não no acessório e que as expectativas e factores de motivação das Pessoas sejam, dentro do possível, mantidas;

d)    Criar e inovar sempre com um sentido de futuro: desenvolver hábitos de construção de caminhos, em que a capacidade de inovação de cada um (alimentada pela partilha de conhecimento) pode ser um pilar fundamental.

e)    Acompanhar as Pessoas e promover o seu desenvolvimento pessoal e profissional: uma equipa vencedora num momento pode ser uma equipa conformada e medíocre pouco tempo depois; há que manter a “chama”;

Tudo isto é tão verdade no restaurante da esquina com 2 ou 3 empregados como na Sonae do engenheiro Belmiro, que já conta com 40.000 pessoas, como num qualquer ministério ou autarquia, pressionada com o rigor da troika.  

Nas mais diversas instituições, sejam elas empresas, associações, universidades ou entidades públicas, muitos dos problemas latentes se resolveriam com liderança eficaz. E (quero reforçar) nesta instituição chamada Portugal, importa que líderes políticos, nas suas esferas de responsabilidades, possam ser o exemplo que se lhes exige neste momento tão importante.

26 comentários até agora

26 Comentários para “LIDERAR!”

  1. julio moreiraa 25 Out 2011 as 17:34

    Carlos Sezões
    Optima e assertiva resenha sobre o que é liderança.
    No final da sua leitura chegamos á conclusão que não temos lideres.
    Daí a actualidade de se discutir a questão das lideranças.
    Cumprimentos

  2. PMPa 25 Out 2011 as 22:27

    Como se pode liderar um país se não se faz ideia do que fazer ?

    O PSD teve mais de um ano para se preparar e andou a fazer o quê ?

    Onde está a eliminação de centenas de entidades inuteis no sector público, a tal Disfunção Pública ou o Estado Anti-Social ?

    Onde está a aposta total nos sectores transacionáveis ?

    Onde estão as renegociações das PPP’s e das contratos com a EDP e a REN ?

    Para quando a eliminação de centenas de cursos superiores inuteis ?

    Que grande falta de liderança !

  3. Jorge Bravoa 26 Out 2011 as 8:16

    Carlos Sezoes

    Excelente artigo sobre liderança.

    O Mais Importante dele encontra-se no entanto no 3º paragrafo, 3ª linha da 8ª á 12ª palavra:

    VISÃO ESTRATÉGICA DE LONGO PRAZO.

    Nunca é demais sublinhar isto!

    De facto sem se ter uma Visão Estratégica de Longo Prazo não há Liderança!

    Por isso ao não se ter, como não se tem, uma simples Visão Geostratégica de Portugal, (porque é por aì que começa, quando ao nivel de país), não se tem consequentemente uma Visão Geopolitica para Portugal, sem isso, não se pode ter uma Visão Estratégica a Longo Prazo para Portugal.

    É por isso não que não há Liderança.

  4. Jorge Bravoa 26 Out 2011 as 8:32

    PMP

    Mais uma vez tem toda a razão.

    Esta gente não faz o que deve, e está, no meu ponto de vista conceptualmente errada, por falta de Visão Geoestratégica e Geopolitica e consequentemente está a seguir um rumo neo-liberal (será que está? ou é só azelhice?), desajustado do País.

  5. JSa 26 Out 2011 as 11:50

    CS- Tema em voga porque “liderar” é preciso.

    Por uma lado há o Lider acionista/gerente, como diz, no restaurante da esquina ou o Sr. Belmiro de Azevedo. A sua motivação e autoridade não é contestada.

    Mas há o Lider funcionário, empregado, cuja manutenção no cargo depende do desempenho e é cuidadosamente analizado pelos accionistas…

    Curiosamente os Lideres em cargos públicos -em Portugal ou “nesta” Europa- são deste segundo tipo. Mas com uma agravante. Não há meios eficazes de controlo para avalizar/fiscalizar o desempenho destes Lideres, seja ele muito bom ou muito mau, em termos dos interesses do Estado/Nação/Europa. Lideram apenas segundo os interesses dos grupos, sectores, a que pertencem. São apenas figuras de proa. Não são Lideres. O resultado está à vista.

  6. PMPa 26 Out 2011 as 16:26

    Alguem percebeu que novas medidas para a economia trouxe o ministro hoje ?

  7. Jorge Bravoa 26 Out 2011 as 16:49

    Claro!

    Então fácil #33x%26 / %5#7X é ividente!

  8. Jorge Bravoa 26 Out 2011 as 17:04

    Mas Dá para ver que já tomou uma medida… cortou o cabelo!

  9. PMPa 27 Out 2011 as 7:40

    Então e agora com a Grécia a ter um perdão de 50% na divida, Portugal deve pagar os 100%.

    Porque não pedir um desconto de 30% ?

  10. Bartolomeua 27 Out 2011 as 8:21

    Gostei de ler este artigo, sobretudo porque não evidencia a necessidade absoluta de estabelecer e alcançar «objectivos».
    Esta política de «objectivos» sempre crescentes, conduziu-nos em diversas áreas à desmotivação e a desacreditar das lideranças.
    É claro que na “lista” apresentada, encontra-se implícita, também, a conquista de objectivos mas, segundo entendi, como resultado do empenho e da motivação e não, como alvo que é obrigatório acertar.

  11. Fvelezroxoa 27 Out 2011 as 11:26

    Caro Calrlos Sezões
    Artigo simples e motivador.Obrigado pelo contributo.
    Visão ..esperançosa?Desafiante ou confiante?
    Olhar a volta deixa- me muitas duvidas o tema da
    Liderança criativa e rigorosa entre nos: uma boa parte dos lideres políticos e empresariais sao lideres de cortiça: flutuam para sobreviver e pouco mais.
    Ca estaremos para ver esta nova fase que pode e deve ser criativa por estarmos em crise.
    Fvroxo

  12. Carlos Jorge Morais Louresa 27 Out 2011 as 16:57

    Muito bom.

    Carlos Loures

  13. Pedro S.a 28 Out 2011 as 8:10

    Caros amigos

    Sobre liderança gostava de reproduzir um dos meus textos de “há pouco”:

    No Terrear de José Matias Alves (Alves, 2010) encontrei acriticamente esta definição que vem já reconduzida de Cunha e outros. A liderança transacional “envolve a atribuição de recompensas em troca da sua obediência”, enquanto a liderança transformacional “é definida em termos dos efeitos sobre os seguidores”, agindo através de inspiração e estímulo. Acrescenta Matias Alves que foi Bass (Bass, B. M. 1990. From transactional to transformational leadership: Learning to share the vision. Organizational Dynamics, Winter) quem teorizou estes conceitos de liderança que se tornaram uma referência na gestão das organizações.

    Para a caracterização da Liderança Transformacional (conceito que dá logo uma imagem de não disruptivo e de contínuo) fala ele no carisma como influência ideal e nos comportamentos presentes de respeito, elevação ética – moral e confiança. Onde há carisma há quase inevitavelmente uma “aura” inspiracional e apelativa individualizada através de simbologia e instilação de optimismo bem como uma estimulação intelectual para a inovação, criatividade e racionalismo contínuo. Apoiados, encorajados, treinados, “responsabilizados” por delegação, “suportados” por “feed – backs” (que funcionam assim como uma espécie de alimento da atenção e do sentido da auto – estima e potencial) a liderança transformacional foi sempre a minha preferida (mesmo sem a conceptualizar).

    Já a Liderança Situacional, através de recompensas, trás – me imediatamente à memória uma espécie de condicionamento animal estimulador de Pavlov (infelizmente como animais que somos, muitos de nós ainda valorizamos essa forma crítica ou acrítica de contigentação ou excepcionalidade que não nos reconduz em última instância à melhoria da igualdade pela interpessoalidade). Recompensando contigentemente o esforço (numa aproximação humana que se queda por uma quase salivação), “monitorando o desempenho dos seguidores e adoptando acções correctivas não alcançados os padrões estabelecidos” através da chamada gestão por excepção activa ou passiva (no caso da intervenção dependente por ocorrência de problemas) ou liderando (ou melhor, não liderando, já que a abstenção de influenciar os subordinados é a regra) através do laissez – faire, laissez – passer (tão do agrado de muitas sociedades onde impera – com as inevitáveis excepcionalidades – a conflitualidade, a irresponsabilidade colectiva e a falta de exemplo).

    Pensemos então. que tipo de lideranças temos tido?
    A que animais ferozes temos recorrido?
    Que país afinal queremos ser e que lideranças queremos ver transpostas à prática?
    Tem estas lideranças responsabilidades na nossa tristeza e no medo de existir?

    No país dos comendadores, do exemplo de Duarte Lima a Dias Loureiro a Rendeiro a Isaltino Morais a… até que a voz nos doa… que povo queremos ser e ter?

    É este o país destes senhores ou de José Gil, António Barreto, Eduardo Lourenço, Adriano Moreira…?

  14. Pedro S.a 28 Out 2011 as 8:23

    Sem vos querer maçar, aborrecer, mais uma p(i)quena reflexão sobre liderança e o portugal entre o passado e o futuro.

    Serve a presente postagem/intervenção para perceber o presente através do passado (e o presente em concreto do comportamento pela liderança), infelizmente algo que se perdeu como projecção do futuro (um povo que não conhece o seu passado nunca reconhecerá o que poderia ter sido o seu futuro*).

    Já Luís Vaz de Camões no século XVI dizia que «O fraco Rei faz fraca a forte gente». Referia-se ele nos Lusíadas a líderes fracos como D. Fernando, em tempos em que o estilo rude e agreste dos mesmos apelava ao estilo autocrático, tão longe do democrático e do situacional que definem hoje os estilos de liderança. A proficiência nesses tempos imaturos de construção de espaços de nacionalidades e soberanias baseava-se não no “conhecimento profundo do que se faz” como meio de reformar ao futuro (mas no conhecimento profundo da arte dos escudos e espadas como meio de sobreviver ao futuro) e muito menos mediante a formação constante que nos apela no nosso tempo, mas na herança genética que definia o estilo do líder.

    A liberdade de expressão hoje apanágio dos líderes respeitados era ainda uma fraca chancela de homens que se faziam respeitados por temidos. A gestão partilhada, que permite a liberdade de expressão, é ainda coisa das saudades deste nosso presente – futuro. E a motivação, como “lança” de sacrifício pelo líder, era construída numa percepção e respeito pelas diferentes necessidades dos seus seguidores (hoje colaboradores) eventualmente hoje difícil de entender e traduzir. Delegar responsabilidades e partilhá-las era tantas vezes feita à custa da própria vida do delegante e a sugestão e a acção pareciam estar sempre sob liberdade vigiada. A flexibilização como apanágio dos comportamentos do bom líder (ou do líder, se considerarmos o pobre inflexível como uma triste figura de “guerreiro” sem liderança de um qualquer dito “cavaleiro de triste figura”) era no passado uma espécie de herança paternal numa sociedade que feudalizava, até, o paternalismo. Favorecer a criatividade, não era ao tempo uma prioridade, a inovação e criatividade ficavam ao alcance de brisas marítimas e de barrigas vazias que velejavam para lá da linha do horizonte. Articular inovação e criatividade como comportamento do líder, não era apanágio de forte rei com o bispado ao lado.

    É verdade que o bom líder favorece o trabalho em equipa o “todos por um e um por todos” e também é verdade que para o forte rei a equipa estava para além da vista no espaço do reino onde reinavam os diferentes Ducados, seus vassalos. Até o Forte Rei precisava, como líder, de uma equipa integrada e comprometida com o seu reinado na terra. A comunicação feita de clareza, objectiva e estimuladora do ouvir e decidir mais que falar, mais do que de palavras, era no passado feita de símbolos e lealdades inquestionáveis. O feedback do líder Real era, na altura, feito mais de erradicação dos próprios súbditos por erros e deslealdades do que por eliminação dos erros e reforço dos sucessos. Os sucessos pagavam-se com terras e nobrezas.

    Nota: neste tempo de balanço e de apresentação à facturação da irresponsabilidade nacional, o que seria de nós se nos tivéssemos devoradamente (não apenas demoradamente) debruçado sobre os nossos tempos passados de default? Teríamos hoje, de certeza, mais esperança no futuro!

  15. Jorge Bravoa 28 Out 2011 as 10:17

    Muito bom contributo de todos, muito bom!

    FVRoxo, tocou num ponto não menos importante, o nosso tecido empresarial.

    Quem anda como eu pelas empresas há já alguns anos, a tentar motivar vontades e incutir alguma mudança, depara-se muitas vezes com esses “lideres” muito Dinâmicos do Plano Seguinte, mesmo que tal atitude vá levar a empresa a um beco sem saída a médio prazo, ao sabor do santo subsidio, mesmo que na excelência do imediato.

    Também muito deles nem a procura da excelência do imediato fazem, e limitam-se fazer a continuidade de Plano em Plano, casos havendo em que á empresa é algo e pouco depois o seu contrário.

    Não há santos imaculados também no tecido empresarial.

    Haver Estado em Portugal, não é nem foi em si, mau, o que é mau é haver Excesso de Estado com a sua corte de rentistas empresariais privados, para – estatais e bancários.

    Curiosamente, ou talvez não, o estado entra historicamente em excesso e a sociedade empresarial privada e empresarial para – estatal e bancária fica rentista, e perde-se a chama e o impulso para a modernidade e o empreedorismo, quando à frente do estado republicano ou não, fica um líder fraco, sendo aqui definido como líder fraco aquele que não tem visão estratégica de longo prazo.

    Esses lideres fracos ocorrem sempre que há quebra de ética a todos os níveis, seja qual for o motivo que está na origem dessa general quebra de ética.

    Sempre assim foi, por isso a renovação ética é condição primeira do surgimento de Lideres Fortes.

  16. Jorge Bravoa 28 Out 2011 as 10:20

    Geral e não general claro, embora haja quem tenha tentações.

  17. Conde da bicaa 28 Out 2011 as 10:41

    Gostei muito da generalidade dos comentários. Tenho apenas uma dúvida: a liderança implica que os objectivos comuns se sobreponham aos interesses individuais e de pequenos grupos. Implica mesmo a total submissão destes. Num País onde a tropa tem andado tão mal vista e a disciplina não é regra, como consegui-lo? Podem argumentar que não há visão estratégica de longo prazo. Discordo. O País não a tem, mas muitos tem a sua própria, chamem-lhe carreira, vida familiar, interesses pessoais ou o que for. E muitos fazem o que for preciso para por os seus interesses pessoais e de pequenos grupos acima do interesse colectivo. É mais fácil, dá mais dinheiro, e os custos da operação são normalmente suportados por terceiros. Quando o actual governo se formou, houve gente convidada e de prestígio que declinou o convite dizendo que não lhes convinha. Com esta atitude, tornou-se gentinha.
    Na minha opinião, o País tem capital intelectual mais do que suficiente para formar e informar a visão estratégica. Não é preciso sequer estudar muito ou ser doutorado: basta fazer bem as contas, ter regras de vida claras e transparentes, escutar as gentes simples, respeitá-las e responder aos seus anseios. Não é complicado, não é caro, e rende muito mais…

  18. Pedro S.a 28 Out 2011 as 10:57

    Ao Jorge Bravo e ao Conde da Bica

    A conclusão penso poder resumir-se em:

    “a renovação ética é condição primeira do surgimento de Lideres Fortes” e

    “o fraco rei não fortalece a mediana gente”.

  19. julio moreiraa 28 Out 2011 as 11:15

    Meus caros
    Excelentes reflexões e textos de optima qualidade.
    Conde da Bica
    Os lideres impõem-se com naturalidade, pela palavra, pela capacidade de agregação e, sobretudo, pelo EXEMPLO.
    Acho que não é preciso mais nada para concluirmos, de forma consensual, que, salvo rarissimas excepções, nunca os tivemos em Portugal desde 1975.
    E era suposto que tivessem existido.
    Mais, este Governo com a politica de austeridade, que ,convictamente prossegue e acredita ser a melhor para o País, não terá a adesão das pessoas se não conseguir comunicar melhor e, sobretudo, não for EXEMPLAR no sentido que atrás utilizei para a palavra.
    E não têm muito tempo para o fazer.
    Porque aqueles que viveram no silencio do compadrio de que tinham conhecimento porque, de alguma forma, sempre sobravam umas migalhas, agora que se vêm a braços com a austeridade e, olhando para cima não a descortinam, vão colocar a nú imensas situações que seria de toda a conveniencia fosse o Governo a eliminar, numa jogada de antecipação.

  20. Carlos Sezoesa 28 Out 2011 as 14:49

    Caros Colegas de Blog,

    Agradeço as vossas simpáticas palavras. O tema não é, obviamente, consensual e duvido que alguma vez o seja. Mas parece-me ainda mais fundamental nestes tempos turbulentos.

    Bem-hajam!

    Carlos Sezões

  21. Jorge Bravoa 28 Out 2011 as 16:27

    Até porque:

    “Se quem manda perde a vergonha, quem obdece perde o respeito” C.R.

    E Isso é válido para todos os niveis da cadeia social.

  22. José António Salcedoa 29 Out 2011 as 21:23

    Sobre matérias de liderança, sugiro o meu livrinho favorito: “Leadership is an Art”, de Max DePree. Abraço.

  23. CDa 31 Out 2011 as 10:33

    Caros colegas opionistas. Relacionado com o tema liderança, ou a falta dela no que toca aos nossos líderes europeus, venho convidar-vos a espreitarem o último post “Europa: Regresso ao Passado” do meu Antologia de Ideias.

    Deixo aqui um excerto:

    “Não se trata da facilidade com que nos movimentamos, estudamos, trabalhamos, compramos e vendemos neste espaço; nem da forma como o fazemos sem restrições, como se dentro do nosso próprio país se tratasse. Tão pouco se trata da ausência de câmbios ou controlos fronteiriços; sem as revistas e custos alfandegários, sem autorizações ou vistos de permanência, sem olhares desconfiados ou questões de preconceito. Somos europeus e o resto são complexos de inferioridade. Tudo isto temos nós presente, disto somos lembrados todos os dias. Falemos de outra coisa. Falemos de paz.”

    Partilhem e divulguem. Encontrarão o resto do artigo aqui:

    http://antologiadeideias.wordpress.com/2011/10/29/europa-regresso-ao-passado/

    bem hajam todos
    CD

  24. vbma 31 Out 2011 as 19:33

    Não li nenhum comentário sobre esta postagem relativa à liderança nem a própria mensagem original. Mas a questão evoca-me o grande confronto que um pensador como Bertrand Russell travou toda a sua vida, pessoal e política, contra a opinião pública e feitores de opinião pública. Mais do que lamentar-me pela falta de liderança dos chefes políticos, lamento sim a falta de uma elite de cidadãos desassombrados que saibam criticar a opinião pública quer eventualmente dar-lhe concordância quer opondo-se-lhe e sempre discorrendo das razões da sua opinião pessoal. Disto é do que precisamos. O resto não vale nada. Por exemplo, a estratégia do governo para a reequilibração das finanças públicas e recuperação do crédito externo está errada e é censuravelmente vergonhosa pela razão das medidas adoptadas não serem suficientemente empenhadas e agressivas em promover mais exportações e restringir com severidade muitas importações, concorde com isso o FMI e a Europa ou não. Nós devemos dinheiro: pois queremos pagá-lo e obviamente vendendo produtos que temos e comprando muitissimo menos do que até agora comprávamos.

  25. Carlos Jorge Morais Louresa 02 Nov 2011 as 9:47

    Senhores autores

    Como já tive a oportunidade de afirmar o artigo é muito bom; os comentários só o enriqueceram.

    Irei ler com a calma e atenção devidas e merecida o escrito sobre liderar e liderança.

    Existe um ponto de base sobre ao conceito de líder : A Educação.

    Bem hajam.

    Carlos Loures

  26. Jorge Bravoa 03 Nov 2011 as 9:41

    VBM

    Muito bem recordado Bertand Russell e a sua luta para a formação de um abrangente grupo de cidadãos esclarecidos capazes de discutir os assuntos em termos de ética politica e bem publico.

    Recordo só a importancia dada por ele a uma formação (Educação) cultural e filosófica sólidamente universalista feita conjuntamente com uma boa formação académica.

    É isso que nos faz falta, e que de alguma forma já esteve melhor que agora.

    Quanto aos fazedores de opinião, é uma pena que neste momento sejam mais manipuladores de opinião e meros corta e cola das agencias de desinformação.