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Mai 17 2012

A Grecia e o Euro

Publicado por Anunes a 19:50 em Artigos Gerais,Europa

No inicio deste ano antevi que a Grécia continuaria a ser um problema para a zona Euro mas que continuaria a fazer parte integrante da mesma.
Os acontecimentos das ultimas semanas não alteraram essa convicção. Pelo contrario, vêm apenas confirmar a primeira parte dessa antevisão, ou seja, que a Grécia iria continuar a ser um problema.
A razão porque não alinho no unanimismo crescente sobre a saida da Grécia baseia-se num pequeno mas importante factor: Nem o povo Grego quer sair da zona Euro, nem o Syriza quer sair da zona Euro.
O problema Grego vai continuar. Das eleições sairá um Syriza vencedor mas apenas com pouco mais de 20% dos votos. Ou seja, provavelmente após as proximas eleições a Grécia continuará … sem Governo.
Sem interlocutor válido a Troika e os seus maestros entrarão em desespero.
E aí, ou a Merkolandia expulsa a Grecia (o que legalmente não pode fazer) ou terá de continuar a digerir lenta e dolorosamente uma indigesta mas Eurocrente Grécia.
Para os credulos voluntaristas que acreditaram que o senhor Hollande traria a revolução, agarrem-se à cadeira, pois será da Grécia que virão os vendavais que vão abalar a monocordia Europeia nos proximos meses.
E quem sabe se daí não virá algo de melhor para todos nós.

2 comentários até agora

2 Comentários para “A Grecia e o Euro”

  1. vbma 18 Mai 2012 as 15:10

    O José Medeiros Ferreira, num recente debate televisivo, fez observar que, se a Grécia sair do euro, aproximar-se-á da Rússia, mais em contraponto da turquia e da Nato. Ele também lembra aos analistas da nossa praça que, quando pensam e falam da Europa e da Alemanha, esquecem-se de considerar o ponto de vista da Inglaterra, falam como se ela não existisse! Ora a economia inglesa é tão decisiva quanto a alemã ou a francesa, e o continente sem a Inglaterra é assim uma espécie de império germânic-o-nazi! Enfim, a ideia em ambas as chamadas de atenção é de não apreciar a economia sem ponderar o condicionamento estrictamente político.

  2. Jorge Bravoa 19 Mai 2012 as 0:21

    Isso mesmo!