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Out 17 2012

“Mais tempo”?

Publicado por Anunes a 20:17 em Artigos Gerais,Economia

Uma vez liquidada a possibilidade de utilizar a desvalorização fiscal (vulgo TSU), cuja actuação ao nivel da Oferta Agregada e do mercado de trabalho poderia contribuir definitivamente para a inversão deste circulo vicioso, restam agora ao País as soluções por via da Procura.
Como do lado da Procura Agregada eventuais Politicas Fiscais expansionistas se encontram fora de questão, face à falência do Estado Português, ficamos reduzidos, apenas e só, a uma última e débil alternativa: A Politica Monetária.
A única forma de voltar a expandir a economia Portuguesa, em tempo útil, é reduzir as taxas de juro para os niveis de que beneficiam as economias do Norte da Europa, reduzindo os custos financeiros das empresas e das familias, incentivando o investimento, o emprego e finalmente o consumo.
Contudo, o facto da participação na moeda única nos ter retirado o poder de decisão sobre esta Politica, limita significativamente a nossa capacidade de intervenção nos mercados monetários. Sem poder de decisão directo, resta-nos a possibilidade de influenciar as decisões Europeias, por um lado, e de procurar os efeitos monetários que nos interessam através de formas alternativas de actuação.
A decisão do BCE de comprar Divida dos Países intervencionados é um primeiro passo no bom caminho.
A criação de uma verdadeira União Bancária Europeia, se abrangente, poderá ser ainda outro.
Melhorar as contas Públicas, por forma a reduzir o prémio de risco exigido aos nossos agentes económicos é ainda outro, e parece ser o único que se encontra nas nossas mãos.
Todos estes passos contribuem, de uma forma ou de outra, para baixar os custos financeiros dos agentes económicos nacionais, contribuindo assim positivamente para a recuperação económica.
Contudo, já de si este processo está a ser demasiado lento. Atrasá-lo ainda mais para servir a consolidação orçamental em “prestações suaves” parece apenas mais um passo … na direcção errada.

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