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Out 26 2012

Maior Participação Melhor Cidadania

Publicado por António Guilherme Almeida a 13:01 em Artigos Gerais

A Criação de Plataformas para a Cidadania reveste-se da maior relevância nas sociedades modernas. São importantes para aumentar a participação, melhorar a cidadania e fomentar a vida comunitária, atributos fundamentais para repensar o presente e promover uma reflexão prospetiva sobre o desenvolvimento sustentável e a qualidade de vida das cidades, dos países e do mundo.
Estas plataformas poderão ser um verdadeiro instrumento para aprofundar a democracia, reforçar a confiança dos cidadãos nas instituições e melhorar o nosso sistema político, num tempo cada vez mais exigente, resultado do difícil contexto quer económico quer social da sociedade atual.
A democratização destes instrumentos de forma responsável e criteriosa poderá contribuir para a construção de uma sociedade cada vez mais esclarecida, participativa e responsável, reforçando o papel das pessoas e das organizações. Permite aprofundar uma visão mais global, humanista e reformista, aprimorar as preocupações com as gerações e recursos futuros, aperfeiçoar uma sociedade cada vez mais competitiva, carecida de princípios e valores e desperta para novos desafios.
A utilização das plataformas de cidadania, em termos locais e regionais, por parte das autarquias, organizações, associações, partidos políticos ou movimentos de cidadãos, deve ser permanentemente aberta, dinâmica e interativa. Procurando envolver e mobilizar as pessoas e as instituições para a realização de projetos de progresso, apoiados nos princípios de justiça social, de desenvolvimento sustentado e de qualidade de vida. Desta forma é possível, simultaneamente, combinar uma ação e uma agenda local, disponíveis à participação universal, através do recurso às novas tecnologias e às plataformas digitais, obtendo uma maior participação.
Uma correta e coerente utilização destas ferramentas, poderá contribuir para mobilizar vontades e recursos, atrair competências, talentos, investimento e turistas, gerar e discutir ideias, promover a criatividade, inovação e o empreendedorismo. É também possível efetuar uma análise dinâmica e atualizada da evolução social e económica local, planeando e delineando estratégias de valorização e promoção dos territórios.
Deixamos alguns exemplos do modelo de plataformas de cidadania, quer sejam observatórios, academias, clubes ou conselhos municipais, que poderão ser implementados em termos locais, ao nível das cidades ou comunidades intermunicipais:
1. Desenvolver “Redes de Cidades” para promover a inserção das cidades em termos nacionais e internacionais, para fomentar a cooperação, o desenvolvimento em rede, aprofundar as geminações, fomentar as boas práticas e o exercício de lobbying;
2. Criar o “Observatório da Cidade” para permitir o exercício dos direitos e deveres de cidadania e estimular a participação dos cidadãos na vida da cidade;
3. Instituir o “Estatuto da Cidade”, para estimular os cidadãos a repensarem e preservarem a cidade, respeitando o meio ambiente, a identidade e a diversidade cultural;
4. Incrementar a “Rede de Amigos do Centro Histórico” para valorizar e dinamizar o centro histórico, evitar a sua desertificação, melhorar a fruição do espaço público, aumentar a participação dos atores locais, promover o empreendedorismo cultural e social.
Estamos certos que, para enfrentar os novos desafios num contexto de globalização, competitividade e pressões demográficas e sociais, exigir-se-á das cidades novas atitudes, novas estratégias e um novo posicionamento, estimulando a gestão participativa e novas formas de governação e prestação de serviços centrados no cidadão.
Começam a multiplicar-se os exemplos das cidades, regiões e países, que conseguem interpretar os anseios dos seus cidadãos, aproveitando a capacidade de concretização quer das suas gentes e instituições, quer dos seus empresários e dos seus autarcas, para, em conjunto, encontrarem as melhores respostas e os melhores desígnios para a construção de um futuro melhor, mais competitivo, sustentável, atrativo e uma comunidade de gente mais feliz.
Desta forma estamos mais perto das pessoas e mais próximos de afirmar o futuro.

Viseu, 26/10/2012

António Guilherme Almeida

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