17 de Janeiro de 2004
Portugal defronta hoje a crise mais difícil de ultrapassar dos últimos trinta anos. Em termos económicos e para além de desequilíbrios conjunturais, deparamo-nos com as Finanças Públicas num caminho de insustentabilidade e com a radical e irreversível alteração do contexto competitivo mundial, com a globalização das correntes de comércio.
Mas à dimensão dos problemas económicos somam-se agora a incapacidade do sistema político para encontrar soluções e uma profunda crise de expectativas. Importa ter presente que se não vencermos estes desafios, Portugal entrará em irremediável definhamento e em continuada divergência económica e não será possível garantir suficientes empregos qualificados para as novas gerações nem um sistema sustentado de pensões de reforma para uma população em crescente envelhecimento.